O punk britânico foi um movimento político, musical, social e revolucionário nos anos 70. Boas bandas saíram desta vertente, algumas delas desconhecidas até hoje e outras com grande nome, mesmo depois de sua dissolução. É o caso do The Clash.
Joe Strummer, Mick Jones, Paul Simonon, Keith Levene e Terry Chimes reuniram-se em 1976 para formar a banda. Abriram shows para os Sex Pistols e tiveram grande influência deles, embora suas motivações políticas tenham se mostrado diferentes. Enquanto seus ídolos defendiam a anarquia e a rebeldia, os rapazes do The Clash mostravam uma certa preferência pela esquerda política e movimentos anti-racistas.
Lançaram o primeiro disco pela CBS em 1977, com o original nome “The Clash”. Dois anos depois ganharam os Estados Unidos, com o lançamento do mesmo álbum por aquelas paragens. Quase o mesmo. O nome é igual, porém algumas músicas foram retiradas, e adicionadas outras que surgiram neste meio tempo. Apesar da versão diferente foram muito bem aceitas pelos americanos, pois o movimento punk americano também dava as caras naquela época.
Reza a lenda que o Clash nada mais era que uma versão gay dos Ramones. (Nada contra a opção sexual de ninguém aqui, minha gente, estou reproduzindo o que chegou até mim). Foram bastante influenciados pelo punk americano e também realizavam pequenas experiências sonoras, como traços de reggae e rockabilly no disco “London Calling”. Clique AQUI para ouvir a música de mesmo nome, e o inconfundível gritinho de Strummer.
Segundo consta começaram no punk porque era o estilo que estava surgindo no momento, mas mantiveram-se fiéis a ele, por conta da grande identificação que encontraram. Segue um de seus maiores sucessos, “Should I stay or should I go”, do album “Combat Rock” (1982)
Por mais que fizessem boas músicas e conseguissem sucesso, a banda não conseguia se entender. Brigavam muito, trocaram algumas vezes de baterista e guitarristas envolvidos com drogas ou desgostosos da vida. A situação ficou insustentável em 1986, quando a banda se desfez oficialmente, depois do fracasso de seu último disco “Cut the Crap”, lançado no ano anterior.
A coluna de hoje foi um oferecimento de Guilherme Prado (meu consultor pra assuntos que eu não domino totalmente) e uma resposta ao pedido do colega de blogue Yuri Galantini (tá aí, doutor). Sim, caro leitor, você também pode sugerir o que quer ver aqui, por que não? Comente aí embaixo e peça pelo número! (Ahh, não, não é esse o slogan!) Boa semana a todos.
Teremos mais uma sexta-feira conturbada no Sete por Sete. Voltem amanhã e confiram!

