14/09/2009

Mais um poema sem explicação

Faltou falar algo

só não lembro o que era

mas acho que devia ser só uma mera

desculpa pra não ir embora

Eu não sei que é saudável ficar assim

eu pra você, você pra mim

só nessa pequena ilusão de amor

por que no final é só dor

Confusão faz parte da nossa relação

mas qual é ela então

seria uma simples necessidade

uma vontade por atenção

Quem sabe algo mais profundo

algo bem difente da maioria do mundo

algo pra se fazer pensar em saudade

em vontade de ficar junto

Eu fico nesse sentimento

de total desentendimnento

do que você é para para mim

se decepção será o nosso fim

Não quero me enganar

mas talvez queira ser enganado

por ti, me sinto mudado

me sinto pronto para abraçar,

voltar a viver a vida

esquecer quer um dia quase foi perdida

esquecida, substimada, ignorada

voltada para a escuridão

Mas, por hoje, paro aqui

não se tenho condição de continuar

eu mesmo que me impedi

de continuar a me expressar

Faltou falar algo
só não lembro o que era
mas acho que devia ser só uma mera
desculpa pra não ir embora
Eu não sei que é saudável ficar assim
eu pra você, você pra mim
só nessa pequena ilusão de amor
por que no final é só dor
Confusão faz parte da nossa relação
mas qual é ela então
seria uma simples necessidade
uma vontade por atenção
Quem sabe algo mais profundo
algo bem difente da maioria do mundo
algo pra se fazer pensar em saudade
em vontade de ficar junto
Eu fico nesse sentimento
de total desentendimnento
do que você é para para mim
se decepção será o nosso fim
Não quero me enganar
mas talvez queira ser enganado
por ti, me sinto mudado
me sinto pronto para abraçar,
voltar a viver a vida
esquecer quer um dia quase foi perdida
esquecida, substimada, ignorada
voltada para a escuridão
Mas, por hoje, paro aqui
não se tenho condição de continuar
eu mesmo que me impedi

de continuar a me expressar

09/09/2009

Yuri Galantini Gabão: “A carência do planejamento”

Caros leitores, antes de lhes falar sobre política hoje, peço desculpas por não ter escrito semana passada, na qual estive muito ocupado por questões da faculdade. Confesso que havia outro motivo para esta ausência: o cansaço que bate com a atual (e histórica pratica (a) política  de nossos vergonhosos políticos.

E com franca decepção que a sociedade se cansa ao ver cada progresso social desmoronar, em meio à guerra de interesses que reina no congresso nacional. Nada mais absurdo do que haver bancada ruralista e ambientalista, quando essas vertentes são duas faces de uma mesma moeda do século XIX: a sustentabilidade, da qual deve ser tônica a política de economia de recursos ambientais e de preservação natural para conservação dos ecossistemas. O discurso social feito ontem por Cristovan Buarque (PDT-DF), no qual o senador pediu debate mais aprofundado sobre o pré-sal, é um achado no mar de mediocridade e hipocrisia do Congresso.

 O Brasileiro se acostumou a enxergar a política sob a ótica da conseqüência, de maneira que basta o resultado para o conformismo em relação aos vícios morais. E assim o planejamento é ignorado para que obras imediatas (tapa-buracos) sejam tocadas. As promessas de grandes investimentos se tornam realidade para desvio de verbas. Só pra citar dois exemplos: a petropaulo, que serviu apenas ao caos de buracos abertos sem que saísse uma gota de petróleo, mera gritaria que só ecoou no bolso de quem se apropriou do dinheiro desviado; e as mil tentativas de solução com o fim de conter cheias do tiete por chuvas torrenciais em São Paulo. A construção do canal entre as marginais de SP pecou pela má dragagem e estrutura lateral, o que gera transtornos como o congestionamento de ontem, com recorde de 152 km.

Por isso que o citado debate do pré-sal deve ser visto com cuidado. Ninguém mais se lembra do etanol, tão enfatizado como base de matriz energética renovável e limpa. Onde foi parar a imagem de Lula como defensor, para orgulho da nação, do combustível biodegradável? Espera-se que os avanços realizados pela Embrapa continuem a ser estimulados com investimentos e apoio técnico.

Se Lula pode se gabar da boa gestão econômica pelo Banco Central e do avanço educacional com o Prouni, as cotas (um mal necessário a pequeno prazo) e o Enem, o investimento publico, por outro lado, deixou a desejar, a não ser pelo PAC, que mesmo assim anda a passos tímidos. Alias, conforme noticia publicada pelo blog do Josias, o regime de semi-escravidão foi flagrado em obra do PAC de hidrelétrica no nordeste, de maneira que a empreeitera sustentava vinculo com a Votorantin para aliciar os pobres operários semi-escravos. A Votorantin divulgou que o contrato já havia sido desfeito e  arcou com as despesas dos salários atrasados e transporte para casa dos trabalhadores.

Ademais, o bolsa-familia não deve ser permanente solução e nem vicio dos próximos governos. O emprego estável e a educação consolidada desde a base do ensino fundamental são ainda metas que já tem um horizonte. Não obstante, é necessário planejamento para que nossas mazelas sejam combatidas, fora do interesse patrimonialista e imediatista que tanto corroe as políticas de bem-estar social.

06/09/2009

Bem me quer…

Bem me quer, mal me quer
onde eu bem ou mal estiver
Quando eu encontrar por aí
num poema perdido qualquer
um sentido pra estar por aí
E eu senti um puxão, um comichão
e, de repente, um calor no coração
Bem me faz, mal me faz
o que bem ou mal me satisfaz
Quando eu encontrar por aí
não mais a guerra, mas a paz
pra me deixar estar por aí
E eu senti um calor, um amor
e, de repente, não tive mais dor
Bem me diz, mal me diz
quem bem ou mal me deixa feliz
Quando eu encontrar por aí
com sorvete na ponta do nariz
um sentido pra estar por aí
E eu senti um toque, um beijo
e, de repente, um desejo
de parar de escrever
e começar a viver

Bem me quer, mal me quer

onde eu bem ou mal estiver

Quando eu encontrar por aí

num poema perdido qualquer

um sentido pra estar por aí

E eu senti um puxão, um comichão

e, de repente, um calor no coração

Bem me faz, mal me faz

o que bem ou mal me satisfaz

Quando eu encontrar por aí

não mais a guerra, mas a paz

pra me deixar estar por aí

E eu senti um calor, um amor

e, de repente, não tive mais dor

Bem me diz, mal me diz

quem bem ou mal me deixa feliz

Quando eu encontrar por aí

com sorvete na ponta do nariz

um sentido pra estar por aí

E eu senti um toque, um beijo

e, de repente, um desejo

de parar de escrever

e começar a viver

30/08/2009

Incrível

Sem explicação racional
o mal me deixou e ficou você
sem querer chamar atenção
do meu coração triste
Não existe no mundo normal
algo mais mágico do que você
alguém mais impossível de se crer
que exista bem diante de mim
Que me deixa assim
diferente do que aquele
que a gente conheceu
e se perdeu de mim
Que você afastou de nós
aquele que não tinha mais voz
pra dizer o bem que só você
conseguiu refazer em mim

Sem explicação racional

o mal me deixou e ficou você

sem querer chamar atenção

do meu coração triste

Não existe no mundo normal

algo mais mágico do que você

alguém mais impossível de se crer

que exista bem diante de mim

Que me deixa assim

diferente do que aquele

que a gente conheceu

e se perdeu de mim

Que você afastou de nós

aquele que não tinha mais voz

pra dizer o bem que só você

conseguiu refazer em mim

29/08/2009

Mayra Terzian: insanidades

EU VOU dissertar sobre a paixão?
Eu vou dissertar sobre o amor?
Eu vou pensar e repensar sobre aquilo que não faz sentido ser nomeado, pensado, que morre a cada consciência que se tem dele, que cala a cada explicação intelectual?
Eu vou sentir isso pra sempre?
Eu sinto isso porque eu amo de verdade?
Que sentimentos falsários entraram na minha alma?
Que mentiras eu conto para mim mesma todos os dias?
Por que eu sinto? Eu sei que sinto, que respiro, que vivo o que sinto,
o que preenche, o que bate, o que me impulsiona, Um magnetismo sem fundamento: não é um ímã físico.
Qual é o verdadeiro, afinal?

Às vezes, cansa ficar parada como num filme:
Olhos colados no vidro,
Chuva lá fora.
Mãos que escorregam a madeira do batente da janela,
Rosto sério e lânguido.
Esperando você passar onde não é a sua rota;
Sonhando com a sua volta para um lugar que você nunca pisou.

Às vezes, chorar com uma caneca de chocolate quente em mãos
Fica melancolicamente bonito;
Dá para fazer poesia e esboços com lápis de desenho.

Às vezes, é bom sonhar.
Você apareceu para mim numa madrugada
E segurava um buquê de rosas podres,
Decepcionado com sua própria capacidade em me agradar.
Eu ria de você e, com um gesto cortês, dizia:
-Larga essas rosas, querido!
E nos aproximávamos num beijo daqueles!
Logo, você voava para sua casa, não sem antes me olhar com a maior cara de sacana.
Eu voava atrás de você e não o encontrava de jeito nenhum.

Às vezes, o bom mesmo é apenas viver.

25/08/2009

Yuri Galantini Gabão: “Democracia e princípios”

olho_brasil

Em discurso no plenário ontem (24/08/09), o presidente do senado Jose Sarney, proferiu homenagem ao escritor Euclides da Cunha e sua grande obra ‘‘Os Sertões’’, considerada a epopéia do povo nordestino guiado pelo líder messiânico Antonio Conselheiro a terra de Canudos, onde se construiu uma comunidade fundada agricultura compartilhada e sem fins lucrativos. A iniciativa foi violentamente reprimida pelo governo brasileiro da época, conforme a influencia de que os grandes coronéis gozavam nos meios políticos.

É notável a ironia desenhada na situação: logo ele, Sarney, talvez o ultimo representante da política paternalista do modelo coronelista, sobe à bancada para saudar aquele que narrou a conseqüência da falta de perspectiva e da ignorância de pobres flagelados, oprimidos pelo desmando dos chefes de poder regional supra-citados! Não passou de pura aula de demagogia e demonstração implícita de que a crise não afetou a influencia de Sarney. Não fosse Eduardo Suplicy (PT-SP) irromper de sua pacifica moderação, ninguém teria se disposto a protestar, afinal, na segunda-feira no Senado é tradicional o numero pequeno de senadores presentes (já imaginou se a moda pega no cotidiano dos trabalhadores brasileiros?).

A desilusão da sociedade com os rumos da política brasileira é sintomática pela decepção com a questão ética no governo PT, cuja bandeira filosófica sempre foi hasteada na defesa dos ideais deontológicos (pelos quais se busca o valor metafísico, ou seja, uma percepção com ênfase nos principios aliados ao livre-arbítrio) antes de chegarem à presidência, na qual semearam o ideal lulista de governabilidade e maquina governamental, em meio a promiscuas trocas de cargos e favores.

 E assim os brasileiros (ou pelo menos aqueles que se interessam pela política) adotaram a lógica do bem maior, pela qual pouco importa a questão ideológica e o espírito integro se a política econômica caminha com estabilidade, o assistencialismo eleva o poder aquisitivo e mais brasileiros tem subido de classe social. So que, ao levarmos esse raciocínio ate as ultimas conseqüências, nos esquecemos da base do Estado Moderno: a democracia constitucional, com garantias de controle do poder executivo e legislativo, bem como direitos individuais fundamentais, que devem ser compromissos de todo governo eleito constitucionalmente.

Essa enxurrada de escândalos administrativos vistos nesse inicio de século permitem concluir que a tônica do interesse individual, do favorecimento ilícito, do nepotismo e, principalmente, do patrimonialismo são conseqüências de resultados pouco palpáveis em relação à punição devida a crimes contra o patrimônio publico e o decoro político, graças à ligação de núcleos econômicos nacionais com figurões monopolistas ou políticos envolvidos na barganha de cargos. Daí os produtores agrícolas ou membros de alto escalão da Petrobras terem força suficiente para escolherem o que ou a quem darão apoio (e assim a Petrobras passa imune a investigações e terras são mal usadas quando poderiam ser objeto de assentamento).

Parágrafo único da constituição brasileira: todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição. Se os plebiscitos não são nem mencionados pelos políticos (outro desrespeito ao povo brasileiro), cabe a nos exercemos nosso direito de voto com consciência na luta pela dignidade política do país. Esse processo deve começar já, para que as próximas gerações gozem de melhores condições institucionais.

Recado: na proxima semana passo a escrever às quartas, e meu amigo-colega de blog Vitor me substitui às terças. Um forte abraço!

23/08/2009

Pedro Somma: “Meu velho jaleco”

kindergarten

* * *

Uma brisa de sol novo
no quarto da minha alma
e com calma os passarinhos
me mostrando um caminho
qualquer

Bem me quer, mal me quer
Onde eu bem ou mal estiver

Com acordes me chamando
eu sigo os meus tijolinhos
amarelinhos, pequeninhos
tão escondidos que eu
antes nem vi

Por fim, enfim, um sentido
uma direção, uma canção
e o meu auto-perdão
pra minha alma
e pro meu coração cansado
de se apertar

* * *

EU SEMPRE FUI DAQUELES que acha que não dá pra prever o futuro. Sabe aquela coisa de “amanhã não sei” e “o futuro a Deus pertence”? Então, é comigo mesmo. Foi nesse pensamento que não me assustei ao me deparar com outra ironia do destino.

Eu já fiz engenharia. Estranho, né?! Você mesmo que não me conhece ao vivo concordaria que eu não nasci pra engenharia, seja qual for o motivo que vier a sua cabeça. Fiquei por lá três anos e meio. E de novo alguém pode pensar: tudo isso!? Sim, tudo isso. Infelizmente não foi tão obvio pra mim quanto foi para você (ou para muitas outras pessoas) que eu deveria sair da vida de engenheiro.

Focando num ponto especifico: havia uma matéria no primeiro ano. Alias, havia várias, mas uma retornou a minha vida de um modo curioso. O nome era “Química Tecnológica Geral”. Meu amigo, eu até gosto de física, mas química… Bom, voltando, a matéria era dividida em uma parte teórica e em outra laboratorial. Na época, a coordenadora da disciplina exigiu que todos os alunos usassem jalecos compridos para se proteger das experiências. Eu, calouro serelepe e saltitante, comprei o meu e mandei bordar “Pedro Somma; Escola Politécnica”. Só usei naquele semestre, pois está foi uma das poucas matérias que eu passei naquele período.

Depois disso o jaleco virou acumulador de poeira no meu armário. Anos se passaram sem que ele nem mesmo visse a luz do sol. Lavava-o de vez em quando, para que não estragasse e virasse pó. A mesma época minha vida na engenharia tornou-se um inferno. Tentei seguir a diante, mas hora a faculdade não deixava hora eu mesmo me sabotava. Foi uma época difícil e sofrida que acabou por destruir minha auto-estima e confiança na minha inteligência. É, rapaz, foi bem complicado. Acho que o grande alento desse período é que eu sobrevivi. Depois disso, aguentar muita coisa ficou fácil.

O tempo passou e a coragem aumento. Larguei a Poli. É, não faço mais engenharia, faço Relações Internacionais. Claro que eu não tenho mais ilusões de cursos perfeitos ou de paixonite aguda com o que me aguarda na faculdade, mas pela primeira vez em muito tempo eu confio em mim e no que vai acontecer.

Também tomei coragem para outro grande sonho: dar aula. Sou monitor de história e professor de “atualidades” num cursinho. E eu, que antes não vi mais sentido em um jaleco, aprendi que eles conseguem carregar giz e me proteger de me sujar com eles. Eu deixo a “Escola Politécnica” bordado, não penso em tirar. Sempre digo que é para lembrar a todos as voltas da vida e o quanto a gente pode se surpreender com ela. A gente nunca sabe o que será de nós e – aqui eu deixo claro que é o que mais me impressiona – ela tem uma habilidade incrível para se encaixar. É só a gente deixar.

Diego Salomão, esportes e segunda-feira se encaixam perfeitamente…

22/08/2009

Mayra Terzian: faltou

Peço desculpas, mas hoje não pude postar. Semana que vem tem mais!

Um abraço a todos!

21/08/2009

Flávia Tunchel: “Salada Mista”

water-salad

Essa semana fui à casa de meu primo, e estavamos a pensar sobre algumas marcas e suas respectivas frases….E eis que eu solto uma
” ‘Dafra: Você por Cima’… Claro né, já imaginou o contrario?”

E ele rindo:

“É porque se fosse a moto por cima, não dafra meu…”

 * * * 

Cartinha do Leitor
(Resolvendo com eficiencia o problema alheio…)

Flávia, eu há três anos levei minha mulher para a clínica “daquele médico” para termos nosso filhão. E agora que esse cara tá em cana eu fiquei desesperado e tô querendo fazer teste de DNA no moleque, contra a vontade da minha mulher. Tem que conferir né?? Já imaginou se ele ficar careca, narigudo e bigodudo, igualzinho ao “doutor”??? O que eu faço????

Ajuda um pai desesperado!!!!!

Rolando Pesdras

Rolando Pedras Altas…. Cuidado com os calculos renais heim, vê se não stressa…
Sua mulher chama Dafra por acaso? Ou ela resolveu ficar por baixo mesmo???
Pra começar ela entrou na sala do médico e fez o que toda mulher dada faria para um homem desconhecido: abrir as pernas…Pois bem, veja você, que foi na sua frente tá?
E saiu de lá com o filho pronto! Olha so que belezinha…
Vamos falar sério amigão? Ela ama carecas, barrigudos, narigudos e todo o dinheiro da sua familia…Então “aquele médico” é o belo perfeito dela, e você é feio… Mesmo que você seja um Brad Pitt da vida.
E veja como ela saiu da sala dele: apertando a mão e dizendo “Foi um prazer doutor!”

 

Sábado…Acordar tarde…Combinar a balada em cima da hora…Tomar um banho…Me trocar…E enquanto a carona não vem, leio a coluna da Mayra Terzian

20/08/2009

Sarah Piasentin: “Guitarradas”

TÍTULO ESTRANHO? Nem por isso. Os que acompanham a cena musical brasileira saindo do eixo Sudeste-Sul já conhecem muito bem o assunto de hoje. Os que andam de lotação na região metropolitana da capital paulista também (hehehe!)

Estou falando dos ritmos latinos (ou, como diria um amigo doutorando em Rel. Internacionais, “latinoamericanos seria o termo correcto, ó pá! Latinos são todos os povos da Europa, que sofreram a dominação romana. Toma lá alguma erudição!”) Que seja, ritmos latinoamericanos, mais precisamente amazônicos, ou caribenhos (para os brasileiros que insistem em renegar sua diversidade cultural): lambada, salsa, merengue, calipso, reggaeton. Todos aqueles que fazem dançar coladinho e rebolar mais que o Mick Jagger.

Entre os representantes desta modalidade musical estão bandas bastante conhecidas e outras nem tanto. Hoje não falarei de uma banda, mas sim de um guitarrista em especial: Cledivan Almeida Farias, o Chimbinha da banda Calypso. Isso porque na última edição da revista Galileu ele foi considerado um dos gênios do ano. Sim, caros leitores! Este paraense aprendeu com os melhores mestres a guitarrada, um jeito de tocar típico da sua região. Seus professores foram os mestres Joaquim Vieira, Curica, Verequete e Pinduca. Nomes complicados? Não para os habitantes da região Norte e Nordeste, que conhecem (e amam) estes ícones desde o começo.

Chimbinha é admirado e respeitado por grandes guitarristas brasileiros, como Herbert Viana, do Paralamas do Sucesso. Paralamas é uma das bandas que usa bastante as influências de músicas caribenhas, como por exemplo nesta música: “Alagados”

Não estou defendendo a banda Calypso, que fique bem claro. Acho as letras fracas e a voz da Joelma não é boa. Mas o marido dela toca guitarra magistralmente, e isso merece um destaque todo especial. Bom fim de semana, e não deixem de comentar!

A sexta feira marca o final da semana “útil”, e também a chegada da coluna de Flávia Tunchel para deixar o stress de lado.

19/08/2009

Vitor Lillo: “Ausência” [3]

Foto: Marcello Casal Jr. (publicado originalmente no UOL)

Foto: Marcello Casal Jr. (publicado originalmente no UOL)

É difícil aguentar a ausência de um colunista, imagine aguentar dois na mesma semana!

Tudo bem, a política nacional e internacional não andam muito bem mesmo… Melhor deixá-las descansar por hora.

Mas, na semana que vem, não percam a coluna de Vitor Lillo!

Sarah Piasentin mostra o que é que a baiana tem em sua coluna musical. Amanhã no Sete por Sete!

19/08/2009

Yuri Galantini Gabão:“Post de consolaçao II”

Pois é, caros leitores, sera dificil escrever neste espaço às terças durante esse semestre, devido aos contratempos que terei nesse dia, relativos à faculdade e à familia. Mas farei o possivel. Cheguei em casa 0:30 h hoje e apenas posso deixar um texto sobre politica no futebol brasileiro, mal administrado como é.

1943-D1-0150-m01

AS ‘SETE PRAGAS DO EGITO’ DO NOSSO FUTEBOL !

Por WILSON MERLO PÓSNIK

Ementa Um: como todo cristão deve ter ouvido falar, as ‘Pragas do Egito’ (segundo alguns, teriam sido sete, para outros dez), seriam uma série de flagelos, segundo a Bíblia, enviados por Deus sobre aquele País para obrigar o faraó a deixar partir os hebreus: (1) a água do Nilo, transformada em sangue, (2) invasão de rãs, mosquitos e moscas, (3) peste dos animais, (4) úlceras, no corpo das pessoas, (5) chuva de pedras, (6) invasão de gafanhotos, após a ação da chuva de pedras, (7) trevas sobre o País e (8) a morte dos primogênitos de todas as famílias egípcias.

Ementa Dois: como todo brasileiro é um técnico ou mesmo, profundo conhecedor do que a pompa dos locutores de rádio de outros tempos chamava de ‘esporte bretão’, deixo a critério de cada um dos leitores deste libelo, a definição da ordem decrescente de sua importância, a substituição de algumas, ou mesmo a complementação da lista. Afinal, sete ou dez ‘pragas’ podem ser pouco !

(01) A praga da péssima organização interna dos nossos clubes e demais instituições envolvidas, com baixíssimos índices de profissionalização; em se tratando de um aparato para gerar um produto importante na nossa sociedade – o futebol profissional. Embora não se trate de um carrinho de pipoca ou boteco, a informalidade das transações vai da incompetência à malversação de recursos, estes sempre expressivos;

(02) A praga da perpetuação dos dirigentes, do tipo capitanias hereditárias – viciosa e antidemocrática: na Confederação, nas federações, ligas e clubes; neste caso, à semelhança da célebre expressão de Lampedusa: mudar, para que nada mude. Neste caso, nada deve mudar, para que tudo fique como está, no reino da Dinamarca, digo CBF !

(03) A praga da formação precária dos nossos técnicos; na sua grande maioria, tocam de ouvido, ou seja, foram formados na tradição oral e na experiência prática – estão portanto, ainda na pré-história. Muitos são quase que incapazes de exprimir suas idéias. Chamados de professores, mal conseguem articular discurso razoável – que ajudará a formação das entrevistas do atletas. Só para citar um exemplo: acompanhar, comparar e avaliar um jogo como Batatais X Pão de Açúcar (Série B Paulista) – daqueles que passam inadverditamente e em horários exóticos na ‘Rede Vida’, com outro jogo qualquer do Brasileiro – Série A, fica evidente as diferenças na qualidade individual dos jogadores, mas é extremamente difícil encontrar diferenças táticas significativas. Será que o Maradona tinha razão ao afirmar, quando assumiu recentemente a Seleção Argentina, que não havia mais nada a inventar no futebol ? Ou continuamos prisioneiros, nós e eles argentinos, de um mesmo ciclo permanente, de um sem número de talentos individuais e da estagnação, da modorra na organização do jogo ? Aliás, nunca vimos tanta penalidade máxima perdida, escanteios mal cobrados, bicos de zagueiros para qualquer lado etc. A propósito: jogarpelos lados geralmente, só faz parte do discurso ! Com a palavra, ‘São Telê’ !

(04) A praga da omissão do estado nas atividades de lazer (esporte, cultura e turismo); falta de ampliação do acesso ao lazer e aos esportes nas comunidades, escolas e entes associativos da periferia; o lazer orientado previniria quase tudo nestes lugares providos de quase nada !

(05) A praga das torcidas organizadas, como integrantes de uma dialética política perversa, no nosso futebol; estimuladas por dirigentes oportunistas, cumprem um papel de ocupar os estádios vazios, de forma a mascarar a péssima qualidade, muito comum nestes espetáculos. Seus deslocamentos com hordas, a caminho ou à volta dos estádios, mesmo que tangidos preventivamente pela polícia, provocam muitas vezes, conflitos com outras torcidas, depredações de imóveis, veículos, ônibus etc. sempre acobertados pelo manto da impunidade;

(06) A praga da mídia esportiva, tal qual os demais entes envolvidos no esporte, com um número considerável de profissionais sem formação sólida e em muitos casos, a serviço de perversões no nosso sistema esportivo: promove, destaca ou privilegia, como toda a mídia comercial, os negócios e o lado grotesco do espetáculo. Parece que o lado ruim sempre vende mais e melhor ! A dialética entre comerciais programa passa a ser balanceada, de modo que se faça um bom contraponto, entre os devaneios consumistas do público e a tristerealidade que parece ser o nosso dia-a-dia, vista por estes olhares ! Quanto pior for o quadro, melhor o recall dos reclames !

(07) A praga dos empresários esportivos que acompanham os atletas, desde que os mesmos largam as fraldas e se acham mentores da sua formação e desenvolvimento – numa espécie de escravidão branca, muitas vezes, com a participação ativa de pais ou responsáveis ! Por que será que os Conselhos Tutelares e órgãos afins, não intervêm neste assunto ? Afinal de contas, isto é tão perverso quando a pedofilia;

(08) A praga da multiplicação dos técnicos-empresários – misturam tarefas eticamente incompatíveis; assediamparticipam daqui e d’acolá, colocam em jogo seus favoritos ou os dos seus amigos, recomendam promessas ou bondes – qualquer coisa por qualquer trinta dinheiros !

(09) A praga das transações econômicas encobertas e obscuras, que vão desde a participação de grandes mafiosos de algumas nacionalidades, a bicheiros e outros espécimes de contraventores, além dos clubes laranjas; falta uma definição clara e objetiva de regras nacionais e internacionais entre os entes do futebol profissional, desde as suas bases de formação, até as questões de previdência e assistência a atletas;

(10) A praga do baixo nível de escolarização dos nossos jogadores, desde as categorias de base – geralmente oriundos de segmentos da sociedade, com pouco acesso aos processos de educação formal e regular; o processo de profissionalização não poderia estar dissociado da educação básica – assinou o primeiro contrato, deveria ter garantida a escolarização;

(11) A praga do mau uso do esporte pelos políticos, como objeto de manobras ou plataformas para discursos demagógicos e eleitoreiros, envolvendo clubes e seus aficionados, federações, ligas etc. na sua ânsia de assumir, por todos os meios disponíveis, posições de poder formal; como que a sinalizar que eles próprios mobilizariam os recursos do estado, na solução dos problemas da área. Na verdade, o que se espera deles é o exercício de sua liderança junto ao segmento que vierem a representar, para que este, engajado a outros com os mesmos interesses, ajude a formular e concretizar essas soluções. Afinal, lazer sempre foi questão de iniciativa da sociedade (e não do estado) e cabe àquela se organizar melhor, para indicar ao estado, os caminhos a serem seguidos – as tais políticas públicas republicanas !

17/08/2009

Diego Salomão: “Só falta a metade”

%7B6BA807F6-6027-4EB5-997F-E1C378E24ACA%7D_palmeiras[1]

Olá amigos! Ontem, como todos sabem, terminou oficialmente o primeiro turno do campeonato. Assim, e meio sem ter o que fazer, comecei a brincar em uma dessas simulações… Lembrando que em meus palpites para os próximos meses, não há contusões, transferências, acasos… Fui basicamente pela lógica. A minha lógica, ou a falta dela.

Enfim, em minhas previsões, o Inter – aquele que perdeu na bola a Copa do Brasil e agora está se achando por ter ganho um caça-níqueis qualquer no Japão – seria o campeão brasileiro com uma pontuação absurda demais para que eu mesmo dê qualquer crédito aos meus talentos de vidente. Logo atrás, viriam, pela ordem, Atlético (o leitor adivinhe qual), São Paulo, Palmeiras e Corinthians. Acho que com o Goiás logo atrás, Santos lá pelo oitavo lugar e Flamengo em 10º ou 11º. A zona do rebaixamento teria Fluminense, Náutico, Santo André e Sport – acho que nessa ordem mesmo.

Pois é, excluindo os quatro últimos citados que realmente fazem esforço sobre-humano para disputar a Série B 2010, acho o resto levemente imprevisível. O Inter, por exemplo, tem condições de chegar, mas não com a pontuação alcançada na simulação desde que vos fala. E tem Tite também, técnico que não me inspira a menor confiança em pontos corridos. Já o Galo Mineiro tem time limitado, mas sem perspectivas de mudança com a janela. É candidato, porém, terá de superar suas limitações. Talvez, hoje, Palmeiras e São Paulo, por incrível que pareça, sejam os favoritos, pelos times que têm.  Com leve vantagem para os de camisa verde, já que Muricy é bem melhor (OK, sejamos politicamente corretos, mais experiente) que Ricardo Gomes.

O Corinthians ontem me causou extrema boa impressão. Mesmo com o Atlético desfalcado, o time jogou bem e mostrou que já está se recuperando do desmanche. Quem sabe…

Quanto a Cruzeiro, Grêmio, Santos e Flamengo, acho que brigam em relativo pé de igualdade pela última vaga na Libertadores. Podem apostar! E falando nisso, não, eu não me esqueci que há semanas coloquei o título entre Corinthians, Palmeiras, Grêmio, Inter, Cruzeiro e Atlético MG. Podem me cobrar depois, só lembrem-se de que não apostei NADA!!!

Terça é dia de falar de política nacional com o solteiro Yuri Galantini Gabão. (Meninas, se não pela política, visitem pelo colunista!)

16/08/2009

Pedro Somma: “Inveja”

* * *

Não sei o que a luz escondeu
ou o que simplesmente se perdeu
o futuro chega e eu não vi o passado ir
mas não posso parar agora e chorar

O primeiro passo dói demais
mas já deixa algo pra trás
e por mais que seja dificil
não devemos ficar passívos

Podemos fazer diferente
não buscar o que busca essa gente
somos somente nós dois
contra o mundo

Mas sei que vamos vençer
não temos a quem temer
o amor nos tirou de baixo
e nos trouxe a nossa verdade

a cidade não merece nossa presença
somos além dessa cadência de enterro
meu bem, somos o sem igual
somos o céu aqui na Terra

não vamos ligar para o mundo la fora
não é de agora, invejam o nosso amor

* * *